Extraordinário testemunho pessoal de Kay Redfield Jamison, autoridade internacional na doença maníaco-depressiva e uma das poucas mulheres catedráticas em medicina em universidades norte-americanas. É a revelação da sua própria luta, desde a adolescência, com a doença e de como a doença moldou a sua vida.
Com linguagem vigorosa, directa e franca, com humor e simplicidade, ela leva-nos a penetrar no território fascinante e perigoso dessa forma de loucura – um universo no qual um pólo pode ser a terra sombria e sedutora dominada pelo que Byron chamou de “melancólica estrela da imaginação”, e o outro, um deserto de depressão e, com triste frequência, morte.
Kay Jamison sofreu o seu primeiro ataque da doença maníaco-depressiva aos dezassete anos. Neste livro poderemos acompanhar a sua guerra contra a doença durante a faculdade, a pós-graduação, durante um apaixonado caso de amor e o desespero da perda, ao longo de episódios de violência, surtos de loucura e a tentativa de suicídio. Vivenciamos o seu medo de renunciar às animações inebriantes e à sua crença firmemente enraizada de que deveria enfrentar a doença sem medicação – medo que a leva a oferecer resistência ao lítio, a droga que acabaria de salvar a sua vida. Finalmente, ela relata o lento e doloroso controlo da sua doença através do conhecimento, da coragem, da medicação e da autodisciplina.
São memórias comoventes e estimulantes de uma mulher cuja feroz determinação de conhecer o inimigo, de usar os dons do seu intelecto para exercer influência no mundo, a levou a tornar-se antes dos quarenta anos uma autoridade mundial sobre a doença maníaco-depressiva e cujo trabalho ajudou a salvar inúmeras vidas.
“Um retrato cativante de um cérebro corajoso que oscila entre alturas exultantes e fossas paralisantes.”
James D. Watson, detentor do Prémio Nobel e autor de The Double Helix
“O livro de Kay Jamison dominou-me desde a primeira página. Uma mente inquieta sobressai na literatura sobre a doença maníaco-depressiva pela sua coragem, brilho e beleza.”
Oliver Sacks, autor de Um antropólogo em Marte
“Os leitores deste livro são transportados, onda após onda, pelo poder de contar histórias de uma escritora, pela sua mente lúcida e consciente de si mesma, pela sua corajosa recusa a abraçar a auto-comiseração. Aqui está um sofrimento psiquiátrico tornado acessível, descrito numa prosa vigorosa, carregada, cativante.”
Robert Coles, autor de Children of crises: A study of courage and fear
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